O dia hoje amanheceu húmido, pardacento...o nevoeiro não deixava ver mais adiante. Mal espreitei pela janela achei que mais valia ter ficado a dormir.
Depois...depois fomos andar de barco. À medida que nos afastávamos e eu conduzia os destinos de todos, rasgando as ondas devagarinho, o sol começou a espreitar. Primeiro timido, a pedir um espacinho por entre as nuvens...depois mais bem disposto e a brilhar sem pedir licença. Foi bom tirar o casaco e senti-lo a queimar a pele, a aquecer como quem diz bom dia, afinal hoje vai ser um bom dia!
E foi mesmo. Almoçamos na praia, vimos o mar.
Fiquei na esplanada, sózinha, a ver o mar e a pensar. Pensei em como, por vezes, amanhecemos enevoados e nos deitamos ensolarados. Como as batalhas que travamos no dia a dia, nos fazem entristecer e brilhar, não necessáriamente por esta ordem. Talvez tenha que ver com o sol. Talvez tenha que ver com as nuvens e o nevoeiro desta manhã. Não sei.
A verdade é que pensei. Pensei muito. Disse, talvez, coisas que devia ter guardado mais um pouco mas que teimaram em saltar cá para fora.
Pensei. Em mim, no que fiz de tudo isto, no que ando a fazer, no que quero que se faça e eu faça.
Pensei em mim, em ti, em nós, em tudo...pensei muito, muito, muito.
Sei que hoje, vou talvez travar mais uma batalha.
Sei que hoje a noite não irá terminar cheia de sol mas o céu vai estar carregado de nuvens escuras que tapam a lua.
Sei que hoje, mais uma vez, vou tentar ter calma e paciência.
Mas também sei que hoje, já senti o sol a aquecer-me.
Hoje já vi o mar.
Hoje já pisei a areia da praia.
Hoje...ainda tento.
Vamos ver amanhã.
Hoje, preciso deste sol!
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